sexta-feira, 19 de junho de 2015

..:: Reflexões de um Coração Apaixonado ::..



"25 motivos porque, 25 anos depois, eu o desejo ainda mais...

1. À primeira vista (eu só tinha 17), orei: 'Deus, gostei! Pode ser esse!' E Ele me deu você (eu tinha 20).
2. Eu prometi a Deus, a mim e a você que teria olhos só pra você, coração só pra você e meu corpo só pra você. (Claro, teria que aprender a driblar meu orgulho e reformatar conceitos para ser e fazer você feliz. Só se aprende com o tempo...)
3. Na Escola do Amor, fui aprendendo a ouvir e conhecer profundamente você. E você a mim. Quanto me surpreendo!
4. Você me ensinou a abrir o coração e a falar do que eu não gosto. E sempre procurou me compreender.
5. Você deu o primeiro passo, para que eu aprendesse a ser humilde e reconhecesse minhas limitações: você reconhecia as suas e pedia perdão. E eu aprendi a pedir também...
6. O tempo e a sucessão de nossas interações mostrou que certos comportamentos, reações e respostas de um podiam gerar conflitos e mágoas no outro. Mas não precisava ficar só nisso. Uma visão mais profunda e assertiva do que estaria por trás desses comportamentos poderia gerar compreensão e cumplicidade. Juntos, fortalecemos a segunda opção.
7. Descobrimos que entre casais há os conflitos solúveis e os permanentes. O segredo da boa convivência é saber lidar com os conflitos permanentes. Sendo assim, porque insistir em picuinhas?!
8. Decidimos, de vez, deixar de lado estratégias que nunca deram certo e nos afastavam um do outro: críticas, falta de comunicação, pirraças, impaciência, palavras precipitadas, orgulho e repetição de atitudes da infância ou adolescência.
9. Tratamos de resolver nossos eus, para termos muito mais a oferecer ao outro; identificando os limites entre as verdades e nossos eus ainda sendo curados.
10. Aprendemos que abrir mão de coisas em favor do outro e dar mais razão do que ter não precisa ser frustrante. Pode ser muito prazeroso quando não se faz por pressão, mas pela escolha de tratar bem o outro.
11. E o amor foi nos moldando. Um tipo de amor que não nos anulou como indivíduos, mas que nos trouxe mais respeito próprio.
13. Experimentamos quão bom é não exagerar nas expectativas. Muito melhor é surpreender-se com algo que não se espera do que frustrar-se diante de uma exagerada expectativa que não se cumpre. Isso não é subestimar o casamento, mas pôr os pés no chão...
14. Por tristes exemplos de outros, vimos que o que mata o casamento não é o fim da paixão, mas a falta de interação, então, pusemos mãos e mente à obra! Você sempre foi muito bom nisso! Se eu tivesse guardado todas as flores que me deu, não haveria mais espaço dentro de casa... E os muitos presentes, lembrancinhas, docinhos, bilhetes, cartas e cartões?
15. Conseguimos ver o grande (muito grande) valor das pequenas gentilezas, dos olhares, dos infinitos 'eu te amo', dos toques, dos cheiros, das carícias e dos sorrisos solícitos. E investimos nisso, sem hora marcada, sem cerimônias...
16. Percebemos como o abraço é uma rica forma de comunicação: trocar afetos, pedir perdão, perdoar e dizer em silêncio 'Te amo, e muito!'. (Não tem preço encostar a cabeça no seu peito a qualquer momento do dia...)
17. Treinamos dar qualidade ao tempo passado juntos. E tem sido tão gostoso! Nossos jogos e brincadeiras, as viagens, os filmes, comprar livros, sonhar juntos, as altas conversas, planejar ajudar alguém, as boas risadas, ou, simplesmente aquele lanchinho de mãos dadas.
18. Ah! Sem nos esquecer da qualidade de tempo, longe um do outro. Adoro suas mensagens, como a que acabou de chegar: 'Oi, tesouro! Você é um dom de Deus pra minha alma! Te amo muito!'
19. Aprendemos a depender um do outro, a nos entregar, sem esperar que o outro resolva todos os nossos problemas, sem perder nossa individualidade, porque entregarmo-nos um ao outro nos torna vulneráveis, mas paradoxalmente nos fortalece.
20. No dia em que realmente aprendi o significado espiritual da palavra marido, 'o líder do lar, o servidor que ama, protege e, se necessário dá a vida', e vi que tinha um ao meu lado, não tive dúvidas de que queria, sim, 'ser uma mulher submissa'. (Acredite, sou muito feliz!)
21. Sempre nos lembramos de que somos imperfeitos, por isso, vamos falhar, mas seremos humildes para pedir perdão. Ainda que imperfeito, nosso mundo a dois é rico e maravilhoso, e ele se chama amor.
22. Há paixão, e muita, entre nós. Mas, espere! Não podemos esquecer que, por mais delicioso que seja estar sob esse efeito, a paixão é um estado de euforia gerada por poderosa descarga de anfetaminas (a pele ruboriza, o corpo esquenta, o coração acelera, o desejo sexual aumenta, o estado de consciência se altera). As pobrezinhas das células cerebrais cansam nesse estado de explosão e precisam descansar para voltarem a responder novamente. Sendo que a paixão arrefece depois de algum tempo, casamento não pode ser estado de paixão 24h por dia, a vida toda. Portanto, nosso casamento não é baseado somente em paixão, ou já teria terminado, não é?
23. Maaaas, a arte da paquera que pode levar à paixão, não se limita apenas aos primeiros anos. Ninguém sobrevive 25 anos apaixonado, 24 h por dia, entretanto, sem paixão nenhuma, que ser humano pode ser feliz?! Somos, ainda, dois apaixonados!
24. Eu me preparei e esperei para dar a você as chaves de minha feminilidade e você a mim as chaves de sua masculinidade. E quando chegou o tempo certo para as destrancamos pela primeira vez, saltamos para uma desenfreada e destemida euforia, que se seguiu a um perfeito descanso de coração e mente, com o qual nunca havíamos sonhado. E essa plenitude que perdura é o que de melhor temos...
25. Nosso casamento é uma parceria pela qual nós dois nos responsabilizamos para que dê certo. Há respeito, afeto e admiração de um pelo outro. Temos três frutos dos quais nos orgulhamos muito: Jéssica, Júnior e Julie. E isso, primeiramente, tem a ver com a forte consciência de que tudo começou no coração de Deus, e o que Ele faz é bom e é pra sempre.
Amor, por isso, eu o desejo ainda mais! Te amo tanto... - 04/02/1990 - (Mirian Montanari Grüdtner)

 Nasceu em Bom Sucesso, no Paraná, em 28 de dezembro de 1969. Passou a infância brincando muito e lendo muito. Sempre teve paixão por livros. Quando se tornou mãe, divertia as filhas, Jéssica e Julie, brincando e contando histórias. Tornou-se professora de Língua Portuguesa e, além da paixão pela leitura, descobriu a paixão pela escrita. Um dia, começou a escrever por hobby e o hobby virou coisa séria. Atualmente mora no interior de São Paulo e continua escrevendo.

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