sexta-feira, 7 de outubro de 2016

..:: Reflexões de um Coração Apaixonado ::..

“Quem disse que os mais admirados e perfeitos casamentos não enfrentaram conflitos?
É uma pena que tantos casamentos comecem preparados para o “e viveram felizes para sempre” e não para o “e decidiram amar-se para sempre, apesar dos momentos infelizes’. Ninguém deveria se casar, a menos que estivesse bem avisado de que mais cedo, mais tarde, virá uma crise, e sabendo o que realmente é uma crise.
Uma crise não é necessariamente o bicho papão que parece. Se é boa ou se é má, isso não depende dela, mas da forma como nossa visão a define. Podemos escolher vê-la como útil e até indispensável ao nosso crescimento; então a encararemos como uma oportunidade e avançaremos em atitudes proativas. Ou podemos vê-la como um destino que atentou para a destruição de nossa felicidade, e a encararemos como um atestado de fracasso e nos resignaremos em atitudes destrutivas e autodestrutivas.
É ou não é? Os casais se preocupam mais com os conflitos do que com a forma de lidar com eles. Por quê? Porque o ponto G de um conflito é que ele cutuca impiedosamente o que há de problemático em cada um. E por doer, poucos se atrevem a mexer nisso...
Se o foco maior fosse na forma de lidar com o conflito, os casais:
parariam de achar que ‘quis assim quis o destino’, por isso a solução é um ponto final na relação;
parariam de vez com as abordagens ameaçadoras e rudes;
parariam de fugir para o silêncio onde escondem suas dores e frustrações não expressas, deixando para o corpo a tarefa de somatizá-las como forma de gritar;
parariam de repetir para si e para os outros que ‘sua cega e hipócrita perfeição’ não merece a imperfeição do outro,
e, finalmente, abririam suas percepções para encarar o conflito como a oportunidade maior para a comunicação mais profunda que cavouca as raízes dele nas emoções, nos sentimentos, nos pensamentos e nos acontecimentos passados mais guardados, os quais, cheirando a mofo e podridão, já deveriam ter sido descartados há tempo. Ah... Seria aquela comunicação que ver-ba-li-za-cla-ra-men-te-e-com-res-pei-to o ‘eu me importo que você saiba como me sinto’, mas também o ‘eu me importo em saber como se sente’, ‘quero respeitar você e seus sentimentos’, ‘eu me importo com você e com seus pontos de vista’, ‘eu me importo com nosso relacionamento’.
Aí, sim! Haveria mais casais maduros, mais filhos felizes, mas famílias realizadas, menos sofrimento, menos brigas e uma boa cota a menos de doenças...” 
(Mirian Montanari Grüdtner)

Mirian Montanari Grudtner é escritora na área infantil e aconselhamento familiar
Além de competente, é uma mulher incrível e uma amiga de longos anos ...
;)

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